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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

LISBOA, A NOVA.

1755. Naquela manhã de 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, o sol de Outono encorajava milhares de portugueses a rezar e acender velas por seus mortos, em homenagem e respeito aos que se foram.

A Rainha Mariana, depois da missa na primeira hora, cedeu à vontade das insistentes quatro Marias, suas filhas, que aporrinhavam desde cedo para passar o feriado longe da cidade. Voto vencido, partiu Dom José para Belém acompanhado da família e de seu séquito, a corte portuguesa quase em peso.
Ironia do destino. Quando o primeiro tremor se fez sentir, os mais pobres e os menos ricos eram a população de Lisboa.

Assustados com a violência do terremoto o povo correu para a região do porto, à beira do rio Tejo e, perplexo, observou a cidade ruir diante de seus olhos.

Não era a primeira vez que a terra lisboense tremia, mas nunca com tamanha ferocidade. Com os olhos voltados para a cidade, não perceberam de imediato que as águas recuavam revelando, no fundo do mar, navios e cargas afundados. O infortúnio se avizinhava em forma de onda gigantesca. O enorme volume de água, de mais de vinte metros, varreu o porto e a cidade, arrastando o que e quem estava à frente. O que não foi engolido pelas águas, foi devorado pelo fogo de milhares de velas acesas em louvor a Deus e seus santos. O incêndio durou seis dias.

Veja a reconstituição do Terramoto de 1755:

Terremoto de Lisboa

Sobrou pouco da cidade real, sobrou pouco do Algarve, da potência marítima. Da população de 235 mil portugueses 90 mil morreram no “terramoto”, como foi nomeado o desastre. Dom José ficou tão traumatizado; a fobia a lugares fechados foi tanta, que ele passou o resto de seus dias num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda.

Vizinho de tenda, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, aquele que tem uma praça marco da cidade, tomou para si a missão de reconstruir a capital. E o fez com mãos de ferro, punindo saqueadores e impedindo a população de sucumbir. Se lá não estivesse Sebastião, Lisboa jamais teria renascido das cinzas para se tornar a cidade espetacular que é hoje.

Em 2016, Lisboa foi eleita o Melhor Destino de Cruzeiro e Portugal ganhou 24 títulos no World Travel Awards, o Oscar do turismo mundial, entre eles o Melhor Destino de Ilha, a Madeira. Tanto reconhecimento só impulsiona o turismo no país e faz de Lisboa, como afirma o site britânico Evening Standard, “a nova Barcelona... mas melhor”. Ainda segundo o site, o Bairro Alto é “um dos melhores bairros para uma grande noite”.

Numa pesquisa da ForwardKeys, empresa especializada na análise de Big Data para o setor de viagens, Portugal é um dos cinco países mais seguros do mundo, segundo o Índice Global da Paz.

Cidade pacata, sem violência, população educada e gentil, com um custo de vida barato em relação às capitais da Europa, ao Rio de Janeiro e São Paulo, Lisboa tem belas praias, clima agradável com média de 260 dias de sol por ano, vida noturna fervilhante e está bem pertinho dos principais destinos europeus. É ou não atraente?

Patinho feio das capitais europeias durante muitos anos, após séculos de imensa glória, hoje a cidade se transforma numa velocidade estonteante. Prédios abandonados, quase em ruínas, são revitalizados, recuperados por investidores interessados em transformar Lisboa em destino primeiro de Turismo. Sorte para nós brasileiros, que falamos a língua e temos tanto carinho por nossos irmãos do outro lado do Atlântico.
Janelas de Lisboa
Para evitar confusão, vamos esclarecer: em Lisboa as coisas têm dois nomes. Assim, a Praça do Rossio é a mesma Praça Dom Pedro IV; o Terreiro do Paço é a Praça do Comércio; o Campo de Santana é o Campo dos Mártires da Pátria.

E a cidade de Lisboa tem três santos padroeiros: Santo Antônio, São Jorge e São Vicente.

A chegada em Lisboa é amigável. Para não fugir à regra, o Aeroporto Humberto Delgado também é conhecido como Aeroporto da Portela. O Aeroporto não é grande, são apenas dois terminais de passageiros, e fica a 7 km do centro da cidade! Tem depósito de bagagem 24h a preço bem razoável.

Para sair do aeroporto você pode pegar um táxi no balcão ou o Aerobus 91 que passa nos principais pontos turísticos e vai até o Cais do Sodré. A frequência é de 20 em 20 minutos. O bilhete vale pelo dia inteiro em todos os ônibus da cidade. Não vale para o metrô. E ainda dá 25% de desconto no ônibus turístico Discover Lisbon.

Se preferir o metrô, a Linha Vermelha acabou de ser inaugurada.

A Airport Shuttle oferece um shuttle porta a porta por 6€ por pessoa. Vale a pena para famílias ou para quem está com muita bagagem. Funciona das 4 da manhã às 19:30h, para até 9 pessoas. A reserva é feita pelo site http://www.100rumos.com/
O pagamento é na chegada.

O táxi não é caro, até o Bairro Alto custa em torno de 15€.
Galo de Barcelos
Lisboa é a cidade das Sete Colinas, ou seja, você vai subir e descer muito caminhando a pé. Leve sapatos confortáveis e disposição. Os bairros mais badalados são Alfama, Bairro Alto, Chiado e a Baixa. Com a renovação da cidade, novos points vão surgindo como Santos, São Bento, Cais do Sodré, que foi totalmente reformado e abriga restaurantes e baladas, e o Príncipe Real.

Todo mundo indica o elétrico 28 como a maneira mais eficiente e barata de conhecer Lisboa. Realmente, ele serpenteia pelos lugares mais turísticos e, se você estiver disposto a se estapear por um lugar em pé, espremido entre dezenas de turistas ávidos por uma brecha para avistar qualquer cantinho da cidade, esta é a melhor opção. Tentei algumas vezes. Em dia de chuva o bondinho virou um ovo. A umidade, o suor das pessoas encalacradas sem poder se mexer, as janelas embaçadas pela diferença de temperatura externa e interna, fizeram do passeio um inferno. Em dias de sol as filas são quilométricas com turistas mal educados furando espaços e empurrando todo mundo. Não é a minha praia. Se quiser se arriscar, o passeio começa na Praça Martim Moniz e termina no Campo de Ourique. O valor da passagem nos elétricos e nos elevadores é 2,85€, mas com o cartão Viva Viagem (verde) custa 1,25€. Ao entrar no elétrico ou elevadores não se esqueça de validar o cartão para ser descontado o valor da viagem.

Outro bondinho (o vermelho) também percorre os pontos turísticos de Lisboa. O ingresso é um pouco mais caro, mas o conforto é muito maior.

Através do site Ticketbar você pode comprar ingressos para a maioria das atrações de Lisboa, evitando filas e com desconto.

A primeira coisa que faço ao chegar às cidades é colocar o celular para funcionar com um chip local sem mudar o número do whatsapp. Assim, meu marido mantém o celular dele na operadora brasileira para receber e fazer ligações para o Brasil, e eu fico com internet e mensagens de whatsapp (atualmente, a Vivo cancelou o serviço de roaming pago por mês e cobra por minuto e/ou dia, total absurdo).
Em Portugal, costumo ir na Vodafone. São várias lojas espalhadas pela cidade. As do Rossio (Praça Dom Pedro IV, 4 e 5) e do Armazém do Chiado (Rua do Carmo, 2) são as mais centrais. O chip de 1mega custa em torno de 10€. Você escolhe quanto vai colocar de carga.

ROSSIO
a Praça do Rossio é cenário de eventos como a Feira de Produtores Locais. São dezenas de barraquinhas vendendo o melhor da produção queijeira, vinhos, embutidos, pães e artesanato, do país. De quebra, shows de música ao anoitecer. Ou a Fashion Day ou a Feira do Livro. Uma festa.

No extremo da Praça do Rossio  fica o Teatro Nacional Dona Maria II, inaugurado em 1846 no 27º aniversário da Rainha. Meu marido já se apresentou ali com um texto de Reginald Rose, Doze Homens e Uma Sentença, mais conhecido pela versão para o cinema com Henry Fonda. O Dona Maria II foi construído sobre os escombros do Palácio dos Estáus, que servia de sede da Inquisição e foi destruído por um incêndio em 1836. Em 1964, o imponente edifício neoclássico também foi arrasado pelo fogo e, desde 1978 quando foi totalmente reconstruído, é o principal teatro de Lisboa.
Teatro Nacional Dona Maria II
A Estação de Caminhos de Ferros do Rossio fica à esquerda do Teatro. Dali partem os trens (comboios) para Sintra. Foi inaugurada em 1890 e é considerada Patrimônio Nacional. Em Maio de 2016, um rapaz de 24 anos resolveu subir na estátua de Dom Sebastião, que decorava a frente da estação desde a inauguração, para tirar selfies. Eram 23:50h de uma terça feira quando os seguranças ouviram o estrondo. Espatifado no chão jazia Dom Sebastião, em pedacinhos. Foi um escândalo noticiado em todos os jornais, o garoto sofreu uma queixa-crime por danos ao patrimônio do Estado e vai ter que pagar pela restauração do monumento de 125 anos.
Estação do Rossio
Do lado direito do Teatro, no número 73 da Praça, a centenária Chapelaria Azevedo, fundada em 1886, teve como clientes o rei Dom Carlos e Fernando Pessoa. Hoje, orgulhosamente, exibe sua coleção de chapéus em belíssimos armários antigos, atração à parte, e resiste aos modismos.

Na rua de trás, fica a Igreja de São Domingos, no Largo de mesmo nome. A construção, iniciada em 1241, sofreu incêndios e terremotos que, até hoje, depois de várias reconstruções, expõem suas marcas. Dedicada a São Domingos e conhecida como a Igreja da Inquisição era uma das maiores e mais bonitas de Portugal, cenário de casamentos e cerimônias reais. Classificada como Monumento Nacional, foi reconstruída após um incêndio em 1959 e reabriu para visitação em 1994. Atenção ao teto cor de rosa e aos bancos de reza muito baixinhos. Largo de São Domingos. Rossio.

Subindo em direção ao Aeroporto, pelo lado direito do Teatro, fica a Rua das Portas de Santo Antão, uma das mais famosas da cidade, com grande concentração de restaurantes. Ali fica o tradicional Restaurante Gambrinus, o inusitado Inhaca, e o ótimo Solar dos Presuntos. Antes, peça uma ginjinha no Ginjinha Sem Rival para abrir o apetite.

Merendinha do Arco - essa tasca prá lá de tradicional é decorada com objetos que o dono coleciona há mais de 20 anos. Rua dos Sapateiros 230. Rossio.

Subindo em direção ao Aeroporto, pelo lado esquerdo do Teatro, você vai chegar na PRAÇA DOS RESTAURADORES. No meio da Praça fica o Monumento aos Restauradores, inaugurado em 1886, em homenagem à libertação de Portugal do domínio espanhol em 1640. Dali sai a principal avenida da cidade, a Avenida da Liberdade.

AVENIDA DA LIBERDADE é a principal artéria da cidade. Tem seu início na Praça dos Restauradores e segue impávida até a Praça Marquês de Pombal. Ali marcas como Louis Vuitton, Gucci, Armani, Montblanc, Massimo Dutti  e outras tão famosas quanto dividem a vizinhança. O Hard Rock Café e o emblemático Cinema São Jorge, onde tivemos o prazer de apresentar nosso curta "Nazareth", também estão lá.

Brasserie Flo - nos moldes das brasseries parisienses une o melhor da gastronomia francesa e da tradicional portuguesa. Tivoli Lisboa. Avenida da Liberdade 185. 

D´Oliva - restaurante tradicional no Porto, inaugurou a filial em Lisboa em 2010. Cozinha italiana mediterrânea, tem buffet no almoço a preço razoável. No jantar o cardápio tem preços mais salgados. Fecha domingo. Rua Barata Salgueiro 37. 

Guilty - o chef Olivier abriu seu quarto restaurante com espírito mais descontraído e preços convidativos (mais ainda no almoço). Hamburgueres, massas e pizzas no forno a lenha. Abre todos os dias. Rua Barata Salgueiro 28. 

A Praça Marquês de Pombal, no final da Avenida da Liberdade, é a principal praça de Lisboa, entre a Praça dos Restauradores e o Parque Eduardo VII. A estátua de Pombal que fica no centro da Rotunda foi inaugurada em 1934. O Marquês foi a mais importante figura da reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755. No entorno da Praça estão alguns dos melhores hotéis como os 5 estrelas InterContinental e  Four Seasons Ritz e uma agência do Banco do Brasil.

O Parque Eduardo VII ou Parque da Liberdade (lembram-se dos dois nomes para cada coisa?) é o maior parque da cidade. Ali a Estufa Fria e a Estufa Quente abrigam enorme quantidade de plantas exóticas, um parque infantil, lago e um miradouro.

Não muito longe dali ficam a gigantesca loja de departamentos espanhola El Corte Inglês e o Museu Calouste Gulbenkian que tem uma coleção de cair o queixo.

ALFAMA
é o bairro mais antigo e mais tradicional, famoso pelo serpentear de suas ruas embaladas pelo fado, as casas decoradas com azulejos, bares com música, tascas tradicionais e casas de fado. Ali estão os famosos Miradouros da Porta do Sol e de Santa Luzia, ao lado da igreja da santa. Os dois tem uma vista espetacular da cidade e do Rio Tejo. A Igreja da Sé, o Castelo de São Jorge e o Museu do Fado, são algumas outras atrações.
Ruas de Alfama
Alfama
Tascas são restaurantes tradicionais familiares, onde se come bem em ambiente simples e descontraído a preços acessíveis. Hoje, algumas se renovam e oferecem iguarias mais sofisticadas, mas o espírito continua intacto.

Castelo de São Jorge – declarado Monumento Nacional em 1910 é um dos principais pontos turísticos. No alto da mais alta colina de Lisboa, sobreviveu ao terremoto de 1755 e pode ser visto por toda a cidade. Imponente, rústico, preponderante, é a mais antiga fortificação local, datada do século II A.C. O Castelo foi construído no século X, durante a ocupação moura. No século XIV, Dom João I dedicou o Castelo a São Jorge, padroeiro das Cruzadas. Dois séculos depois, foi ali que Dom Manuel I recebeu Vasco da Gama quando este voltou da India. Foi restaurado entre 1938 e 1940. Os jardins são visitados por portugueses e turistas ansiosos por uma vista admirável da cidade e do Rio Tejo. Se você der sorte, um dos inúmeros pavões que habitam o jardim vai se exibir em todo o seu esplendor. Se não, eles se escondem nos topos das árvores, olhe para cima. Na Galeria de Arte, antiga prisão do Castelo, uma exposição detalhada conta a história da cidade. O acesso também pode ser feito pelo elevador que leva da Baixa até a base, com entradas pela Rua dos Fanqueiros 170/178 e pela Rua da Madalena 174/175. castelodesaojorge.pt. A entrada custa 7,50€. Fecha cedo, às 18h, o que é uma pena porque o por do sol lá de cima deve ser deslumbrante.
Interior do Castelo de São Jorge
Antiga Prisão hoje Galeria de Arte
Miradouro das Portas do Sol – com uma vista espetacular da cidade e do rio Tejo é assim chamado porque no local ficava a Porta do Sol, uma das entradas da cerca moura de Lisboa, destruída no terremoto de 1755. Rua São Tomé 84 A. Alfama.
Fado no Miradouro das Portas do Sol
Miradouro de Santa Luzia – logo abaixo do Portas do Sol este jardim também tem uma vista espetacular. Ao lado da Igreja de Santa Luzia, reconstruída depois do terremoto de 1755. Largo de Santa Luzia. Alfama.

Igreja da Sé ou Igreja de Santa Maria Maior ou Catedral de Lisboa – em vários estilos arquitetônicos por conta de terremotos, restauros e remodelações, sua construção começou na segunda metade do século XII e terminou no início do século XIII. É a mais antiga da cidade e nomeada Monumento Nacional desde 1910. O Tesouro onde estão as relíquias de São Vicente, entre outras preciosidades, pode ser visitado. Largo da Sé. Aberta de 9h às 19h. Alfama.

A Arte da Terra – esta loja na descida da Alfama tem o melhor do artesanato português. Desde 2006 instalada dentro de uma antiga cavalariça da Sé, só o lugar vale a visita. Além da ambientação espetacular, estão ali os famosos galinhos de Barcelos, os lenços de namorados, as andorinhas de louça, marionetes, azulejaria, esculturas, vestuário e muito mais. Rua Augusto Rosa 40, perto da Igreja da Sé. Alfama.
Arte da Terra
Museu do Fado – inaugurado em 1998 é ali que através de uma exposição permanente, o visitante vai conhecer e entender o significado do Fado na história de Portugal. Largo do Chafariz de Dentro 1. Alfama. Terça a domingo de 10h às 18h. Alfama.

Igreja de Santo Antônio – em frente à Igreja da Sé foi erguida sobre a casa onde morou o santo padroeiro da cidade (um deles). A obra de construção, iniciada em 1757, teve a ajuda das crianças que circulavam pela cidade pedindo um “tostãozinho para Santo Antonio”. Observe o chão da capela coberto de moedinhas. Alfama.

Café da Garagem – a decoração é um charme e ainda leva de quebra o visual para a Mouraria. Dentro do Teatro da Garagem. Costa do Castelo 75. Alfama.

Chapitô – misto de Escola de Circo, Companhia de Teatro, fomos levados por um amigo que nos apresentou este também restaurante de excelente qualidade (o bacalhau à brás é soberbo (19€), o pato é delicioso). São vários ambientes, incluindo a área ao ar livre e um espaço com vista maravilhosa sobre o Tejo. Uma programação musical, teatral e de dança acontece durante todo o ano. Costa do Castelo 1. Alfama. Reservas 218875077
Um dos ambientes do Chapitô
Faz Figura – há 35 anos este sofisticado restaurante de cozinha portuguesa contemporânea conquista paladares com sabores originais e ainda tem uma bela vista para o Tejo. Faça parte do Clube e ganhe 10% de desconto. No dia do aniversário, o aniversariante ganha a refeição de presente. Rua do Paraíso 15B. Alfama.  www.fazfigura.com

Santo Antonio de Alfama – restaurante tradicional com pátio interno super gostoso. Beco São Miguel 7. Alfama.

Taberna Moderna - aberta em 2012 é perfeita para tomar um drink. Rua dos Bacalhoeiros 18. Alfama.

MOURARIA
os versos do fado “Ai, Mouraria”, sucesso na voz de Amália Rodrigues, exaltam este bairro centenário que está sendo totalmente renovado.  Flanar na estreita Rua do Capelão, na Praça da Severa, no Beco da Guia, o Beco dos Tres Engenhos ou no Largo da Guia, onde fica a Tasca da Parreirinha.

Zé da Mouraria - uma tasca tradicional premiada com o Palito d´Ouro, conferido pelo Tiago Pais, autor do livro “As 50 melhores tascas de Lisboa”. Rua João do Outeiro 24. Mouraria. Elétrico 28. 

Zé dos Cornos - ali se come bem, se bebe bem, com atendimento simpático. De segunda a sábado de 11h às 22:30h. Fecha aos domingos. Beco dos Surradores 5. Mouraria

O Trigueirinho – outra tasca onde as mesas são disputadas. Largo do Trigueiros 17. Mouraria.

Topo – rooftop com decoração moderninha e vista espetacular. Menu de almoço a mais ou menos 25€ para duas pessoas. Centro Comercial Martim Moniz. Mouraria (tem filial no Terraços do Carmo, Chiado).

BAIXA
o Coração de Lisboa  é o Arco da Rua Augusta que marca a entrada da Baixa Pombalina. O Arco foi erguido depois do terramoto e o mirante aberto ao público em 2013 tem vista de 360º sobre Lisboa. Aos pés do monumento está a escultura "Glória coroando o Gênio e o Valor", de Celestin Anatole Calmels. Fica em frente à Praça do Comércio, contemplando o Rio Tejo. Sobe de elevador até um pedaço, depois é encarar a escada bem estreita. O ingresso custa 2,50€. Fecha às 19h. Baixa.
Arco da Augusta
Visual do Arco da Augusta
O perfil da Baixa mudou, os antigos estabelecimentos aos poucos estão sendo substituídos por um comércio mais sofisticado. A boa notícia é que, mesmo assim, Portugal não abandona a tradição.

É na Baixa que fica o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio, importante centro administrativo da cidade. Nesta Praça erguia-se o Paço da Ribeira, residência real desde 1511 quando Dom Manuel I abandonou o Castelo de São Jorge e para lá se transferiu de armadura e espada em punho. O terramoto de 1755 destruiu todas as construções à beira rio e o Paço, com sua espetacular biblioteca de mais de 70 mil volumes, não escapou à tragédia. Reconstruído por Pombal, foi cenário de inúmeros acontecimentos políticos e hoje suas famosas arcadas sustentam os prédios da administração governamental. Ali, restaurantes disputam turistas oferecendo o que há de mais tradicional na gastronomia. Nem sempre bom e barato. A monumental estátua de Dom José I observa o Tejo desde 1775.

Informação Turística - além de todas as informações úteis sobre Lisboa, o visitante pode comprar ingressos para espetáculos com toda a segurança. Arcadas do Terreiro do Paço.

Lisbon Shop – anexa à Informação Turística, tem tudo o que se pode imaginar em objetos sobre e de Lisboa. Além de azeites, geléias, chocolates, camisetas, posters, é um mundo. Esqueça a loja para turistas com preços abusivos. Ali encontrei preços melhores do que em muitas lojas da cidade.
Andorinhas na Lisbon Shop
Capitão Lisboa – é uma pequena loja de artigos divertidos e de bom gosto. Ali você vai encontrar presentes originais para a família e amigos. Rua dos Fanqueiros 77. Baixa.
Capitão Lisboa
Tiger – são várias filiais desta enorme loja de objetos curiosos e criativos a preços inacreditáveis. Rua da Prata 181.

Confeitaria Nacional – fornecedora de delícias para a Casa Real até a Proclamação da República está nas mãos da mesma família desde a fundação em 1829. O segredo mais bem guardado é a receita do Bolo-Rei, celebridade vip entre confeiteiros e clientes. Praça da Figueira 18. Baixa.

Hospital de Bonecas – mistura de loja, museu e restauração de bonecas desde 1830, quando se instalou na Praça da Figueira 7. Baixa.

Retrosaria Adriano Coelho – lenços bordados com monograma, botões, rendas, fazem parte do estoque desta retrosaria que, desde 1912, mantém a qualidade original de sua mercadoria. Rua da Conceição 121. Baixa.

Casa Macario – mercearia fundada em 1912, especializada em venda de café e chás, oferece guloseimas, vinho do porto, chocolates, café e outros produtos. Rua Augusta 272. Baixa.

Hotel Mundial – bem localizado, central, é um hotel que, além de conforto, guarda um rooftop dos mais badalados de Lisboa. Suba até o terraço no fim da tarde para apreciar a linda vista de Lisboa e do Castelo de São Jorge. Praça Martim Moniz 2. Baixa.
Rooftop do Hotel Mundial
Rooftop do Hotel Mundial
Pollux – este mirante fica no terraço da loja de decoração e utilidades domésticas e está aberto durante o horário comercial. Dali se vê toda a Baixa. Rua dos Fanqueiros 276.

Martinho da Arcada - Fundado em 1782, esse café fica nas arcadas do Terreiro do Paço. O dono Antonio Sousa mantém até hoje a mesa favorita de Fernando Pessoa. Não tivemos uma boa experiência. Depois que chegamos em casa e conferimos as notas do dia, verificamos que o garçom cobrou uma sopa que não tomamos. O restaurante é famoso, vive cheio, não precisa disso. Vergonha. Terreiro do Paço. Baixa.

Gambrinus – desde 1936 este restaurante tradicional oferece uma deliciosa comida portuguesa. O ambiente elegante é mais formal, o preço é um pouco alto, mas compensa. Rua das Portas de Santo Antão 23. Baixa Lisboeta.

Solar dos Presuntos – se não fosse a indicação de um amigo, não teríamos ido. O nome sugere uma coisa e é outra, um restaurante tradicional, sofisticado, com garçons simpaticíssimos e comida deliciosa. Rua das Portas de Santo Antão 150. Baixa.

Inhaca – outro restaurante que, pelo nome, não entraríamos. Como os outros todos estavam lotados, não tivemos opção. Pois a comida é farta, boa e o preço justo. Quando perguntamos ao garçom o por que do nome, ele respondeu que o dono ouviu a palavra e achou bonita. É, pode ser... Rua das Portas de Santo Antão 8. Baixa.

Ginjinha Sem Rival – a micro lojinha que vive cheia, desde 1890 vende o licor de ginja (fruta que lembra cereja). Rua das Portas de Santo Antão 7. Baixa.

Elevador de Santa Justa – liga a Baixa ao Bairro Alto. As filas são enormes, o elevador demora horas para chegar, a viagem dura segundos e o ascensorista é mal humorado. Mesmo assim, vale ir pelo menos uma vez; o visual lá em cima é lindo.  Rua de Santa Justa 351-21. 5€ sem o cartão Viva Lisboa.
Elevador de Santa Justa
Visual do Elevador Santa Justa com o Convento do Carmo à esquerda
Typografia – esta loja no centro da Baixa só vende camisetas. Todas de bom gosto, muitas com estampas de e sobre Lisboa, mas sem a “pegada” turística. Os preços ficam em torno de 17€ a 25€ e vestem muito bem. Pena que as vendedoras são mal humoradas. Rua Augusta 93.

Take Me – loja de objetos com centenas de opções para presentes e decoração. Rua do Ouro 151. Baixa.

Paul – a excelente boulangerie é velha conhecida  dos parisienses. Rua Augusta 142. Baixa.

João do Grão - para degustar um bacalhau nada melhor do que o centenário restaurante. Rua dos Correeiros 222-226. Baixa.

Galerias Romanas – descobertas em 1770, estas ruínas romanas subterrâneas só ficam abertas uma ou duas vezes ao ano, por um ou dois finais de semana. Para visitar é preciso se inscrever para entrar em um dos grupos de 25 pessoas. Descubra quando pelo telefone +351 217 513 200. A entrada é por uma abertura no asfalto. Leve sapatos confortáveis impermeáveis ou galochas, as Galerias tem água no chão. Rua da Prata / Rua da Conceição junto ao #77.

CHIADO
na madrugada de 25 de Agosto de 1988 um incêndio destruiu a maior parte deste bairro, entre a Baixa Pombalina e o Bairro Alto, que só voltou à vida depois de uma reconstrução de quase 10 anos. Hoje, o Chiado é uma das  zonas culturais e comerciais mais movimentadas.
Ali estão a Rua Garret, os Armazéns do Chiado, o Largo do Carmo, com as belíssimas ruínas do Convento do Carmo como restaram do terramoto de 1755, e muito mais em suas ruas e ruelas. 
Detalhe: a arquitetura original foi mantida.
Largo do Carmo e as ruínas do Convento do Carmo
Restaurante Carmo – de frente para o Largo do Carmo tem ambiente aconchegante e ótima comida. Experimente o risoto do mar e o queijo de azeitão. Largo do Carmo 11. 
Risoto delicioso do Restaurante do Carmo
Fernando Pessoa, o poeta maior, nasceu na casa em frente ao Teatro de São Carlos, único teatro de ópera em Portugal. Hoje, eternizado em bronze, ele descansa na sua mesa predileta em frente ao Café A Brasileira.

Observando a informalidade de Fernando Pessoa, logo adiante, imponente em seu pedestal, está Luis de Camões no Largo de mesmo nome, centro do bairro.

Café A Brasileira – foi inaugurado em 1905 para vender o cobiçado café do Brasil e até hoje faz sucesso, mesmo com os preços mais altos. A maior atração é a estátua de Fernando Pessoa bem em frente, posando para selfies. Rua Garret 120/125. Chiado.

Zara – não podia faltar a filial desta marca espanhola. A seção de roupas infantis é fantástica. Rua Garret 1/9. Chiado.

Nespresso – pausa para o café na charmosa loja da Rua Garret 8. Chiado.

Massimo Dutti – para quem gosta de roupas práticas, elegantes, confortáveis, bom gosto com preço mais do que justo, é o lugar. A marca de estilo urbano chique veste homens, mulheres, jovens e crianças. É uma das minhas prediletas, com filiais em NY e todas as capitais europeias. Rua Garret 15. Chiado. Tem filial na Avenida da Liberdade e ao lado do El Corte Ingles.

Livraria Bertrand - certificada pelo Guinness Book, esta livraria inaugurada em 1732 é a mais antiga do mundo em funcionamento. Ali se reuniam Eça de Queirós, Antero de Quental, Fernando Pessoa.  Rua Garret 73. Chiado.
Livraria Bertrand
Vista Alegre – em 1º de julho de 1824, Dom João VI autorizou o funcionamento da Fábrica de Porcelana da Vista Alegre.  De lá para cá, a fábrica virou holding, os produtos passaram a ser exportados, o design virou objeto de desejo e as lojas se sofisticaram. A loja do Chiado exibe o melhor da coleção em louça, cristal, vidro manual, porcelana de mesa e decorativa. Largo do Chiado 20/23. Chiado.

Armazéns do Chiado – resultado da reconstrução de uma loja tradicional que foi destruída no incêndio de 1988. É um centro comercial com lojas como Sephora, Starbucks, salão de beleza Jean Louis David, Loja do Gato Preto (produtos artesanais portugueses e de outros países), lavanderia 5 à Sec, The Body Shop, uma ótima FNAC, Vodafone e praça de alimentação. Entrada em frente à Rua Garret e também pela Baixa. No terraço ajardinado no piso superior se tem uma vista privilegiada da Baixa Lisboeta. A entrada fica no hotel ao lado. Fica aberto de 10h às 22h. Os restaurantes abrem até 23h. Rua do Carmo 2. Chiado.
Rua do Carmo
Tiger – outra filial desta loja de objetos divertidos na Rua Nova do Almada 105, juntinho do Armazém do Chiado.

Muji – essa loja conceito japonesa tem filiais por toda a Europa e Estados Unidos. Há 30 anos vende objetos funcionais a preço justo, desde roupas a cargas de caneta, móveis, organizadores, lençóis, toalhas e tudo o que você pode imaginar. Num dia de tempestade, quando até o guarda-chuva pede arrego, foi ali que encontramos a capa de chuva ideal, da cabeça aos pés. Na rua, fomos abordados por todos que, encharcados, queriam uma igual. A Muji deve ter esgotado o estoque. Rua do Carmo 65. Chiado.

H&M – Lisboa tem filiais de todas as grandes marcas e lojas de departamentos da Europa. A H&M não poderia faltar. Com peças funcionais, práticas, resistentes, e preço camarada, conquista uma horda de clientes. Rua do Carmo 29. Chiado.

Santini – o sorvete fabricado desde 1949 era o predileto da família real, mas hoje acho que a realeza penderia para o italiano Amorino. Todos os dias de 11h à meia noite. Rua do Carmo 9, Chiado.

Topo – com vista para o Castelo de São Jorge este rooftop moderninho fica aberto todos os dias desde o almoço até a noite. Terraços do Carmo. Chiado (filial na Baixa).

Bairro Arte – outra lojinha de objetos funcionais, divertidos. Ótima para encontrar o presente ideal. Rua Paiva de Andrade 2. Chiado.

Cerâmicas na Linha – sim, eu compro louças, cerâmicas, quando viajo. Esta loja é uma perdição; são travessas, vasos, objetos de decoração, louças para mesa, tudo a um preço para lá de sedutor. Em muitas peças se paga a quilo. Rua Capelo 16. Chiado.

A Vida Portuguesa – prepare-se, você vai querer comprar tudo! Ali está o passado e o presente de Portugal. Nesse antigo armazém centenário você encontra todos os produtos, marcas e fábricas tradicionais portuguesas como o Sabonete Confiança, Brito e Ach, cadernos artesanais Emilio Braga e Serrote. Centenas de objetos originais que retratam a “vida portuguesa”. Uma viagem deliciosa no tempo. Segunda a Sábado de 10 às 20h. Domingos de 11 às 20h. Rua Anchieta 11. Chiado. http://www.avidaportuguesa.com/


Ambientação da Vida Portuguesa
O Purista Barbière – ok, fazer barba, cabelo e bigode tomando uma cerveja Affiligem, jogando uma sinuquinha ou mesmo ouvindo um jazz de qualidade? Em Lisboa é possível. Nem por isso o espaço é masculino. Mulheres são muito bem-vindas. Às quintas são de jazz, sextas e sábado de música ao vivo ou Djs. Rua Nova da Trindade 16 C. Chiado.

Bairro do Avillez – num casarão antigo com decoração cheia de estilo, o chef José Avillez pousa sua fama nesta Taberna/Mercearia recém inaugurada. A impaciência dos garçons é compensada pelo sabor da comida. O vitelão com creme de batata (16€) derrete na boca. Já na Charcutaria aproveite para comprar queijos e embutidos, a simpatia é total. Não deixe de levar o Serra da Estrela e o queijo de Azeitão. Todos os dias de meio dia à meia noite. O espaço agradável do Páteo fecha entre 15h e 19h. Rua Nova da Trindade 18. Chiado.
Sobremesa no Bairro do Avilez
By the Wine – lembrando uma cave, com vários espaços diferentes, esta loja e winebar pertence à vinícola José Maria Fonseca. Rua das Flores 41/43. Chiado.

Loja das Meias – Portugal é famoso pela qualidade das suas meias, sejam masculinas ou a mais fina meia feminina. Essa lojinha escondida no Chiado reserva surpresas. Largo Rafael Bordalo Pinheiro 32. Chiado.


Meias só para as pernas!
Casa dos Ovos Moles – fica bem perto da Loja das Meias. Nessa loja de doces conventuais se experimenta o delicioso Ovos d´Aveiro (que só se come em Aveiro e aqui se chama Ovos Moles). Chiado.

Aqui Há Peixe – no restaurante do chef Miguel Reino há peixe, simpatia, comida excelente e decoração de bom gosto. Experimente o Pargo dos Açores assado. Às segundas não há peixe, o restaurante fecha. Almoço e jantar de terça a sábado. Aos domingos só jantar. Rua da Trindade 18. Chiado.

Cantinho do Avilez - o badalado chef do Belcanto é o dono desse restaurante super concorrido já que a comida é boa e os preços acessíveis. Cozinha contemporânea portuguesa com influência de viagens. Faça reserva. Rua Duques de Bragança 7. cantinhodoavillez.pt. Chiado.

Belcanto - com 2 estrelas no Michelin também é do mesmo dono do Cantinho do Avilez e do Bairro do Avilez, só que mais sofisticado e mais caro. Largo de São Carlos 10. Chiado.

Mini Bar - do mesmo chef do Belcanto, José Avillez, dentro do Teatro São Luiz, no Chiado. À la carte ou menu degustação com 13 etapas (completo). Rua Antonio Maria Cardoso 38. Chiado.

Café Lisboa - dentro do Teatro São Carlos, abre até 1 da manhã, também do chef do Belcanto. Homenageia os cafés de Lisboa, com pratos tradicionais e bifes. Rua Serpa Pinto 9. Chiado.

Teatro São Carlos – inspirado no La Scala de Milão é dedicado à Ópera. No verão acontecem concertos no espaço em frente. Rua Serpa Pinto 9. Chiado.
Teatro São Carlos
Teatro São Luiz – inaugurado em 1894 é um dos mais importantes teatros de Lisboa. Rua Antonio Maria Cardoso 38. Chiado.

Luvaria Ulisses - a loja é uma das mais bonitas da cidade e a tradição é grande. Desde 1925 vende só luvas lindas! Segunda a Sábado de 10 às 19h. Rua do Carmo 67. Chiado.

Cerâmica Santana - peças de cerâmica e azulejos artesanais. Rua do Alecrim 95. Chiado.

Alma - o restaurante casual-chic do Chef Henrique Sá Pessoa reabriu no Chiado em 2015 num edifício pombalino do século XVIII, que serviu de armazém para a Livraria Bertrand. A essência é a mesma, gastronomia de autor, mas a semelhança termina aí. Os pratos foram todos criados para os menus do novo restaurante. O preço médio por pessoa fica em torno de 60€. De terça a domingo de 12:30h às 15:30h e 19h às 23h. Rua Anchieta 15. Chiado.

BAIRRO ALTO
este bairro foi criado em 1513. Desde o Largo de Camões suba a Rua Diário de Notícias ou a Rua da Barroca, onde se concentra o movimento noturno, até 2h/3h da manhã. É o point onde a galera de todas as idades e todas as tribos se reúne para circular pela enorme variedade de opções entre lojinhas, restaurantes, bares, casas de fado. A festa começa ao por do sol quando o comércio abre as portas.
Rua do Bairro Alto
Largo de Camões
Pavilhão Chinês – antiga mercearia do início do século XX, este bar à moda antiga é um dos mais inusitados que visitei. Fundado em 1986, são cinco ambientes decorados com objetos colecionados pelo proprietário desde a adolescência, de capacetes da Primeira Guerra até imagens da Betty Boop. Para os aficcionados uma das salas oferece duas mesas de bilhar. Todos os dias de 18h às 2h da manhã. Rua Dom Pedro V 89-91. Bairro Alto.
Sala de Sinuca no Pavilhão Chinês
Casa das Velas Loreto – foi fundada em 14 de julho de 1789, no mesmo dia da Revolução Francesa, quando a eletricidade não era nem um sonho. Foi a primeira a trocar o sebo pela cera de abelha na fabricação de velas. Rua do Loreto 53-55. Bairro Alto.

Manteigaria Lisboa – essa fábrica de pastéis de nata abriu filiais em São Paulo, mas nada como provar a delícia na matriz, bem junto do Largo de Camões. Rua do Loreto 2. Bairro Alto.

Retrosaria - tecidos e lãs nessa loja da autora do livro Malhas Portuguesas. Terça a Sábado de 10 às 19h. Rua do Loreto 61/2o. andar. Bairro Alto.

Sea Me - transita dos grelhados aos orientais com desenvoltura. Se ficar confuso com a quantidade de sugestões, aceite a recomendação do garçom. Rua do Loreto 21-23. Bairro Alto. peixariamoderna.com
Delícias do Sea Me
Park – bar localizado no topo de um edifício garagem, este rooftop tem vista deslumbrante da cidade e da Ponte 25 de Abril. Entre na garagem, atravesse a entrada dos carros, e vá de elevador até o último andar. Não perca o por do sol neste jardim suspenso. Terça a sábado de 13h às 2h da manhã. Calçada do Combro 58-60. Bairro Alto. Metro Baixa-Chiado.

Flower Power – para refeições rápidas este bistrozinho bem no meio do “buxixo” cumpre bem sua função e o preço é camarada. Calçada do Combro 2. Bairro Alto.

Farta Brutos – decididos a experimentar um dos mais famosos restaurantes de Lisboa, o preferido de José Saramago, que ali tinha mesa cativa, só tivemos sucesso na terceira tentativa. Valeu a pena. Rogerio Oliveira, filho do dono, nos recebeu com simpatia e deliciosas pataniscas de bacalhau. O vinho tinto do Alentejo e o queijo no forno completaram a refeição com galhardia. Travessa da Espera 20. Bairro Alto.
Salão do Farta Brutos e o carrinho de doces.
Doces Conventuais do Farta Brutos
Adega das Mercês – experimente a porção de ameijoas neste tradicional restaurante portugues. Bairro Alto. Travessa das Mercês 2. Bairro Alto.

Garrafeira Alfaia ou Adega do Pedrão – é um wine bar pequenino e aconchegante. Segundo uns e outros é o melhor Bacalhau a Bráz da cidade. Rua do Diário de Notícias 125. Bairro Alto.

Majong – drinques e ótima música nesse que é um dos bares mais antigos de Lisboa. Rua da Atalaia 3. Bairro Alto.

Miradouro de Santa Catarina ou Miradouro do Adamastor – entre o Bairro Alto e o Cais do Sodré tem um por do sol digno de aplausos. Peça um imperial (chopp) no quiosque e sente nas mesinhas para relaxar ao som do violão de alguém inspirado. Uma galera jovem ocupa o jardim. Do Largo do Calhariz siga pela Rua Marechal Saldanha.
Visual do Miradouro do Adamastor
Noobai – este restaurante informal de comida mediterrânea fica no Miradouro do Adamastor e tem a mesma vista privilegiada para o Tejo. À noite também vale tomar um imperial no terraço.

Madame Petisca – outro restaurante no Mirante do Adamastor. Ainda não fomos, mas está na lista.

Galeria Wine Shop – os vinhos mais conhecidos são encontrados nos mercados de bairro e supermercados. Esta lojinha vende vinhos de autor, super especiais, de várias regiões do país. Aceite a sugestão do rapaz que atende. Você vai comprar um belo vinho por 11€. Largo do Calhariz 17 A. Bairro Alto.
Seleção de vinhos do Galeria Wine Shop
Galeria ZDB - um espaço onde se respira arte no Bairro Alto. Rua da Barroca 59. www.zedosbois.org.

Igreja de São Roque – construída em 1553 é uma das mais espetaculares de Lisboa. A Capela de São João Batista, quarta capela à esquerda do altar, é considerada a mais valiosa do mundo. Foi construída em Roma entre 1742 e 1747 e levada para Lisboa em 3 barcos. Rica em materiais como lápis-lázuli, ágata, marfim e ouro. Na Capela de São Roque aprecie a azulejaria “Milagre de São Roque”. Ao lado fica o Museu de São Roque com uma belíssima coleção de arte sacra. Abre todos os dias. Largo Trindade Coelho. Elétrico 28. Metro Baixa-Chiado. Entrada franca aos domingos até 14h.


Museu São Roque
Depois de visitar a Igreja de São Roque, desça pela Rua da Misericórdia.

Chocolateria Equador – não fosse um dos melhores chocolates que já provei, esta loja seduz já pela apresentação. A barra de chocolate ao leite com limão é um espetáculo. Não é barato (9€), mas vale cada mordida. Rua da Misericórdia 72.

Tasca do Chico – lugar ideal para acabar a noite. Fado é coisa séria, mas tem seu lado descontraído. Nessa Tasca pequenina onde mesas são compartilhadas, cantores famosos e outros nem tanto cantam o Fado Vadio, em vários sets avançando pela noite. A porta fica fechada e muitos clientes se acotovelam à espera de uma chance para entrar. Aguarde, vale a pena. O chouriço e o vinho da casa são ótimos. de 19h às 3h. Rua Diário de Notícias 39. Bairro Alto.

Mascote da Atalaia – é uma tasca mínima onde se ouve o fado vadio, característico do povo alfacinha. O ambiente é simples, mas a música é soberba. Se der sorte, vai conseguir um lugar. Rua da Atalaia 13. A festa começa às 17h e segue até a madrugada, de domingo a domingo. Bairro Alto.

Tasca da Comadre - essa tasca vira literalmente de ponta cabeça para liberar o espaço. Rua do Diário de Notícias 27. Bairro Alto. 

Fox Trot – do mesmo dono do Pavilhão Chinês, este bar é inspirado nos pubs ingleses. Com 4 espaços distintos fica aberto até 3h da manhã. Travessa Santa Teresa 28. Bairro Alto.

100 Maneiras – restaurante português com ambiente aconchegante e preço justo. Só jantar. Rua Teixeira 35. Bairro Alto.

Pap´Açorda - a típica cozinha portuguesa com requinte. Experimente os pastéis de carne. Rua da Atalaia 57. Bairro Alto.

Antigo 1º de Maio - autentica tasca portuguesa com refeições a 14€. Rua da Atalaia 8. Bairro Alto.

Terraço BA – este rooftop fica dentro do Bairro Alto Hotel e é super badalado. A fila é grande para ver o por do sol, mas, sinceramente, não vale o esforço. O lugar é pequeno, caro, o atendimento descuidado, turistas sem educação tentando pegar o melhor lugar. Sem pagar nada, a vista é muito mais bonita no Mirante do Adamastor. Praça Luis de Camões 2. Bairro Alto.
Visual do Terraço BA

Palácio Pombal - até o terramoto de 1755 era ali que a família Pombal residia. O palacete do século XVIII foi totalmente destruído no desastre. Hoje, além de ser um espaço para troca de informação entre artistas e estudantes, oferece 17 espaços de exposição abertos ao público. Detalhe curioso: o palácio foi reconstruído com restos do terremoto. Rua de O Século 79. Bairro Alto.

Cervejaria Trindade - instalada desde 1836 num antigo convento do século XIII só a decoração vale a visita. Ali se come bem e barato. Abre todos os dias de 10h até 1:30h. Rua Nova da Trindade 20. Bairro Alto. 

BICA
o bairro é uma extensão do Alto, mas mais alternativo. Ali fica o Elevador da Bica, na verdade um funicular que liga a parte baixa à parte alta. A viagem custa 3,60€, ida e volta, sem o cartão Viva Lisboa.
Elevador da Bica
Pharmacia - dentro do Museu da Associação Nacional das Farmácias está o restaurante Pharmacia, decorado com móveis antigos de farmácias. A ambientação divertida e curiosa é uma atração à parte, mas a comida da Chef Felicidade, com o melhor da produção gastronômica portuguesa, alegra qualquer paladar. Com tempo experimente o Menu Surpresa. Rua Marechal Saldanha 1. Bica.
Restaurante Pharmacia

Museu das Farmácias – considerado um dos melhores museus do mundo, o passeio começa por ambientações detalhadas de farmácias antigas em várias épocas. O mergulho segue através do tempo, passando cronologicamente por Egito, Grécia, Arabia Saudita, Meso América, China, Japão, exibindo curiosidades como cintos de castidade para mulheres e homens, preservativos com imagens gravadas, todo tipo de vidros para unguentos, microscópios, contando em detalhes a evolução da medicina. Reserve pelo menos 2 horas para ver tudo com calma e se divertir com os anúncios e propagandas antigas. O acervo tem 15 mil peças! Segunda a sexta de 10h às 18h e sábados de 14h às 18h. Fecha nos feriados mais importantes. Rua Marechal Saldanha 1. Bica.
Farmácia antiga
Adega Dantas – é um restaurante típico português, comida farta, preço justo. Experimentamos a espetada de salmão (8,50€), filetes de polvo (9€) acompanhados de um prato de chouriço e queijo de entrada (4,40€). O prato do dia era carne (4,95€). Rua Marechal Saldanha 15. Bica
Adega Dantas
Estrela da Bica – o restaurante mais famoso do bairro é  bem lisboeta, tem pratos fartos de comida caseira e ambiente descontraído. Travessa do Cabral 33. Bica.

O Alemão da Bica – como diz o nome, serve pratos alemães. O terraço tem vista para o elevador da Bica. Segunda e quarta de meio dia e meio à meia noite. De quinta a sábado abre até 2h da manhã. Fecha às terças. Rua dos Cordeiros 2/4. Bica.

Toma Lá, Dá Cá - hospedados do outro lado da rua, não conseguimos ir nesta tasca concorridíssima. Todos os dias, pacientemente, os clientes esperam na pequena travessa em frente. O boca-a-boca afirma que a comida é ótima, o ambiente informal e o preço justo. Chegue cedo, não faz reservas. Fecha aos domingos. Durante a semana, fecha às 15h, mas às 14:30h já não servem mais nada. A mocinha explicou que "não havia ninguém à espera, o cozinheiro fechou a cozinha". Travessa do Sequeiro 38. Bica.

TRIÂNGULO
no vértice de três dos bairros mais badalados, Bairro Alto, Santos e São Bento, surge um novo bairro histórico. Vizinho da agitação do Bairro Alto, mas com ruas tranquilas para se dormir em paz, prédios renovados que surpreendem no seu interior pela modernidade, sem perder as características arquitetônicas originais, ali surge um comércio da mais alta qualidade, ao lado de estabelecimentos tradicionais.
http://www.triangulolisboa.com/


Triângulo - Rua Vale
Café no Triângulo
Atelier-Museu Julio Pomar – como os prédios restaurados recentemente, exibe a fachada original e um interior com intervenção ultramoderna. Além das obras do respeitado artista Julio Pomar, promove visitas guiadas, palestras, workshops e exposições temporárias. Aberto de 10h às 19h. Rua Vale 7.

Artes e Letras – vende serigrafias e impressões manuais. Rua Poiais de São Bento 90.

Polo Cultural das Gaivotas – no pátio de uma antiga escola fica aberto de 10:30h às 17:30h. Visitação de hora em hora. Rua das Gaivotas 6.

Café Água no Bico – Vhils é um conceituado artista de rua português. Ele exibe sua arte na parede deste gracioso restaurante vegetariano/vegan na entrada do Polo Cultural das Gaivotas. Rua das Gaivotas 6.
Café Agua no Bico
Restaurante Caracóis de São Bento – restaurante clássico de comida portuguesa. Rua Poiais de São Bento 38.

Taberna Madeirense – cozinha típica da Ilha da Madeira. Além do restaurante, ali funciona a mercearia onde se pode comprar os produtos típicos da ilha. Rua do Poço dos Negros 150.

Casa Raphael Baldaya – com inspiração no poeta Fernando Pessoa - Raphael Baldaya era um de seus heterônimos - este espaço cultural é um misto de teatro e casa de jazz. Essa “casa da palavra”, num prédio centenário onde funcionou uma loja de molduras, abre às 15h até meia noite. Fecha às segundas e terças. Ali também se pode contratar um passeio turístico pelas ruas de Lisboa. Rua Poiais de São Bento 27. Telefone 21396166.

CAIS DO SODRÉ
descendo o Bairro Alto pela Rua do Alecrim os bares ficam abertos até mais tarde. Ali fica a famosa Rua Cor-de-Rosa (Rua Nova do Carvalho)

Rua Nova do Carvalho ou Rua Cor de Rosa – antiga passarela de meninas alegres de vida nemtãofácil, marinheiros e boêmios, foi eleita uma das 12 ruas favoritas da Europa pelo New York Times. É chamada de rua Cor de Rosa porque é Cor de Rosa, ó pá!
Rua Cor de Rosa
Sol e Pesca – uma antiga loja de material de pesca que virou bar. Rua Cor de Rosa 44. Cais do Sodré.

Bar da Velha Senhora - petiscos, jantar e shows diversos. Rua Nova do Carvalho 40. Cais do Sodré.

Pensão Amor - este bar e café foi um antigo bordel e ainda mantém a decoração característica. Shows variados, sex shop, leitura de tarot e terraço. Depois da meia noite vira uma night badalada. Rua do Alecrim 19. Cais do Sodré.

O Bom, o Mau e o Vilão - fica dentro de um casarão antigo com decoração temática de super-heróis. Exibe filmes e futebol, tem shows de jazz e DJs. Rua do Alecrim 21. Cais do Sodré

Cais do Pimenta - a decoração remete ao passado de tradições. Esta loja charmosa está lotada de objetos decorativos e produtos da gastronomia portuguesa. Travessa Corpo Santo 15. Cais do Sodré.
Cais Pimenta Rosa
Loja das Conservas – pela primeira vez experimentei a famosa sardinha em lata sem pele e sem espinha e virei fã! Nesta loja decorada com bom gosto tudo, absolutamente tudo em conservas, desde atum, polvo, sardinhas, e outros menos votados ou populares. Rua do Arsenal 130. Saindo da Baixa em direção ao Mercado da Ribeira
Loja das Conservas
Ribeira das Naus – à beira do Rio Tejo, ideal para uma bela caminhada, este calçadão segue do Cais do Sodré até a Praça do Comércio. Dá para sentar numa espreguiçadeira em algum dos bares, como o Quiosque   das Naus, e tomar um drinque ou capuccino vendo o por do sol. O visual é lindo e relaxante. O quiosque fica aberto todos os dias de 10h às 2h.
Ribeira das Naus
Underdogs – galeria de arte e loja de posteres. Rua da Cintura do Porto de Lisboa, Armazém A, número 20. Cais do Sodré.

Segundo Muelle – restaurante espetacular de comida peruana tem o ceviche como carro-chefe. A decoração é chique e aconchegante, os garçons são simpáticos, o ambiente agradável, tudo de bom. Não é barato, mas você não vai lamentar os euros gastos. Experimente o Piquero 3 Ceviches (24,50€). Aberto todos os dias da semana. Atrás do Mercado da Ribeira na Praça Dom Luis 30, 4B. Cais do Sodré.
Segundo Muelle
Trio de Ceviches
Mercado da Ribeira – com curadoria da revista Time Out, ali se encontram 24 boxes, 8 quiosques e 3 restaurantes com o melhor da gastronomia portuguesa. É só escolher o que vai comer, beber, comprar no balcão e sentar nas enormes mesas coletivas. Vale a pena ir ao Prego da Peixaria, com seus sanduíches gourmet, na tradicional loja Conserveira de Lisboa e na Garrafeira Nacional. Tartar-ia, do mesmo chef do Vila Joya, Dieter Koschina, é especializado em tartar, Daniel Rente comanda o Asian Lab e o Bar da Odete tem a carta de vinhos escolhida pela crítica de vinhos do Time Out, Odete Cascais. No Sea Me do mercado prove os bolinhos de amêijoa. Alexandre Silva, do Sea Me, e Henrique Sá Pessoa, do Alma, tem boxes com seus nomes. Na Croqueteria o croquete de atum é o mais  recomendado. Escolhemos o Arroz de Pato (11€) no stand da Marlene Vieira, não sem antes provar o menu degustação (17€). No espaço do Chef Miguel de Castro e Silva o delicioso Brás de Pato custa 9,50€ e a taça de vinho 3€. Na Hamburgueria da Bica a pedida foi o bacalhau batoteiro (9,50€) e a imperial (1,60€). A cerveja artesanal foi escolhida no Beer Experience (3€). Aos sábados tem feira de antiguidades. Aos domingos, feira de coleções. Domingo a Quarta de 10h às 0:00h. Quinta a sábado de 10h às 2h. Avenida 24 de julho. Cais do Sodré.
Mercado da Ribeira
Salão do Mercado da Ribeira
Vestigius – antigo armazém decorado com peças encontradas em leilões ou recicladas. Junto ao Tejo tem uma bela vista. Fecha às segundas. Cais do Gás. Armazém A 17. Cais do Sodré.

Lagar do Cais – a ambientação é linda neste bar de vinhos que fica aberto até 3h da manhã. Rua de São Paulo 27. Cais do Sodré.

SANTOS 
este novo bairro está sendo todo revitalizado e já se percebe a diferença.

Mona Ideas Store – loja de design. Rua das Janelas Verdes 70. Santos.

Wozen – galeria de arte contemporânea com duas salas de exposições e um estúdio de tatuagem. Rua das Janelas Verdes 128 B. Fecha às segundas.

MNAA - Museu Nacional de Arte Antiga – o acervo de mais de 40 mil peças habita o Palácio Alvor há mais de 130 anos. O prédio construído no século XVII foi residência do Conde Alvor e depois de famílias importantes portuguesas. Ao longo dos séculos sofreu obras de ampliação e incorporou a capela do antigo convento de Santo Alberto, construído em 1583. A capela é toda revestida de talha dourada e azulejo. O Museu, inaugurado em 1884, abriga a mais importante coleção de arte de Portugal. Ali estão “As Tentações de Santo Antão”, de Hieronymus Boch e o espetacular “Painel de São Vicente”, do séc. XV, além da coleção de esculturas e artes decorativas. Ali estão os famosos Biombos Namban que retratam a chegada das naus portuguesas ao porto de Nagasaqui. Visite também a Sala dos Presépios. E para coroar a beleza, um jardim espetacular com vista para o Tejo. O restaurante simpático, sem muitas opções, fica voltado para o jardim. Vale a pena tomar pelo menos um café apreciando o belo visual do rio. Verifique a programação de excelentes concertos de música clássica às noites. Terça a domingo de 10h às 18h. Ingresso a 12€. Rua das Janelas Verdes. Elétrico 15E e 18E. Autocarros 713, 714 e 727. Santos.


Jardim do MNAA
Biombos Nambam
Le Chat – ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga fica este bar/restaurante moderninho dentro de um cubo de vidro com vista para o Tejo e a ponte pênsil 25 de Abril. Abre todos os dias de 12:30h às 2:00h. Jardim 9 de Abril 18/20. Santos.

Kais - à margem do Tejo este sofisticado restaurante instalado num antigo armazém do porto, é muito bem avaliado tanto na comida como no serviço e ambiente. Não é barato. Cais da Viscondessa. Rua Cintura do Porto. +351 21 3932930

La Boulangerie – perto do Museu Nacional de Arte Antiga fica esta “boulangerie” que não fica nada a dever às francesas. Pode ser um almoço rápido, um brunch, ou um sanduíche delicioso. Que tal um pain au chocolat? Segunda a domingo de 8h às 20h. Rua do Olival 42. Santos.

MADRAGOA
outro bairro que está sendo totalmente renovado, entre o Cais do Sodré e Santos.

Varina da Madragoa - tasca famosa pelas pataniscas. Rua das Madres 34-36. Madragoa.

Petiscaria Ideal - essa tasca tipicamente portuguesa vive cheia, chegue cedo porque não aceita reservas. Rua da Esperança, 100. 351-21 3971504. Madragoa.

Osteria - essa cantina italiana é da mesma dona da Petiscaria Ideal, Tania Martins, e fica no bairro de Madragoa/Santos. Rua das Madres, 52-54. 351-21 3960584. www.osteria.pt.

SÃO BENTO
o bairro tradicional vê seus prédios sendo revitalizados com rapidez. Ali fica a fotogênica Assembléia Nacional.
Assembléia Nacional
Depósito da Marinha Grande – escolher é difícil nesta que foi a primeira loja aberta há 120 anos para vender os vidros da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, criada em 1769 pelo Marquês de Pombal. De lá para cá é considerada a grande marca de vidro artesanal pela sua alta qualidade. São centenas de objetos de todas as formas e preços. De pequenos frascos a copos e vasos lindos ali se encontra de tudo. Rua de São Bento 234/236. São Bento.


Depósito da Marinha Grande
SANTA APOLÔNIA
o Terminal de Cruzeiros e a Estação de Comboios, inaugurada há mais de 150 anos, tem em seus arredores algumas atrações.

Cais de Pedra – mais novo restaurante do Chef Henrique Sá Pessoa é famoso pelo hamburguer e pelo visual do Tejo. Brunch aos feriados e finais de semana. São 3 ambientes, um para drinques, outro para fumadores e o restaurante com terraço. Tem menu especial para crianças. De segunda a quinta de meio dia à meia noite. Sextas de 10h às 2h. Domingos e feriados de 10h à meia noite. Av. Infante Dom Henrique. Armazém B Loja 9.

Bica do Sapato - ocupa um antigo armazém e tem John Malkovich como sócio e Alexandre Silva como chef. Gastronomia japonesa e frutos do mar, além de pratos portugueses. Fugindo do tradicional prove o magret de pato, é delicioso. São vários ambientes moderninhos. Se o dia estiver bonito, peça para sentar à beira do Tejo. Segunda de 17h à meia noite. Terça a sabado de meio dia à meia noite. Brunch de meio dia às 16h menos em Julho e Agosto. Avenida Infante Dom Henrique, Armazém B. bicadosapato.com


Varanda do Bica do Sapato
Magret de Pato do Bica do Sapato
Deli Delux - misto de mercearia e café tem vista para o Rio Tejo. Avenida Infante Dom Henrique Armazém B. Terça a Sexta de 12 às 24h. Sábados de 10 às 24h. Domingos de 10 às 20h. Santa Apolonia.

Clube Ferroviário - com uma vista espetacular tem ótima programação musical nos fins de tarde. Rua de Santa Apolonia 59. www.clubeferroviarioblog.com

Fábrica Braço Prata - são várias salas nesse complexo  de leitura, concertos e exposições. O espaço é surpreendente, uma fábrica cultural! Rua da Fábrica do Material de Guerra 1. www.bracodeprata.net

LX FACTORY
nesse complexo de uma antiga fábrica de tecidos se instalaram cafés, lojinhas e restaurantes bacaninhas ao lado de ateliers de design e lojas vintage. Vá de elétrico 15E e desça na estação Calvário. Rua Rodrigues de Faria 103. Aberto todos os dias da semana.
- Mercado 1143 - saladinhas e bolinho de bacalhau
- Ler Devagar - a livraria considerada uma das mais bonitas de Lisboa, tem pé direito de 12 metros de altura e uma impressora rotativa de 3 andares.
- Rio Maravilha – gastrobar com vista para o Tejo.
- Oh! Brigadeiro – para matar a saudade do brasileiríssimo docinho, meu predileto.
- Café na Fábrica – ali tem pão de queijo, sim senhor! E açaí também.
- More Than Wine – produtos portugueses do Além Tejo. Compota de laranja com figo, pasta de azeitona verde, pasta de azeitona preta (também a venda na Lisbon Shop).
- Wish Concept Store
- Bairro Arte – miscelância de objetos interessantes e criativos. Copo extensível.
Restaurante em LX Factory
Bairro Arte LX Factory
LX Factory
PRÍNCIPE REAL
o bairro cheio de lojas de estilistas locais e produtos gourmet, bares e restaurantes, está se revestindo de sofisticação. São prédios inteiros reabilitados e transformados em celeiros de criadores. Marcas autorais em espaços conceituais que revelam o que há de original na moda e decoração.
O autocarro 758 leva até o coração do bairro, a Rua da Escola Politécnica.

Embaixada – o Palacete Ribeiro da Cunha é o mais badalado dos prédios onde funcionam hoje lojas conceituais moderninhas. São dois andares de moda alternativa. Todos os dias de meio dia às 20h. Os restaurantes de meio dia às 24h, e de quinta a sábado de meio dia às 2:00h. Praça do Príncipe Real 26.
Entrada do Palacete Ribeiro da Cunha - Embaixada
Embaixada
Embaixada
Light Store – o pequeno stand fica ao lado de muitos outros dentro do Uzina, um dos prédios restaurados. Vende desde tomadas e adaptadores até enfeites luminosos.  Rua da Escola Politécnica 20. Principe Real.
Uzina
Em Nome da Rosa – arranjos delicadíssimos nesta loja de flores. Ao lado do Uzina. Rua da Escola Politécnica.
Em Nome da Rosa
Praça do Príncipe Real – ali acontecem eventos como a Feira de Produtores Locais aos sábados. Uma variedade de queijos, pães, embutidos, geléias, a escolher.
Ervas na Praça do Príncipe Real
O Prego da Peixaria – da mesma rede de Sea Me é mais informal e com preço mais convidativo. A decoração com pegada urbana tem seu ponto alto no enorme painel grafitado no pátio. Saladas, pregos (sanduíches) criativos e sucos naturais são as melhores opções. Rua da Escola Politécnica 40. Principe Real.
Pátio do Prego da Peixaria
Jardim Botânico – considerado Monumento Nacional, inaugurado em 1878, este enorme jardim de 4 hectares reproduz plantas e flores de todo o mundo e também espécies ameaçadas. Visite o borboletário. Aos sábados e domingos oferece visita guiada, às vezes, com dramatização. O Jardim fica dentro do Museu de História Natural. Rua da Escola Politécnica 58. Príncipe Real. Atualmente, está fechado para obras.

Pub Lisboeta - recém aberto, este pequeno espaço descontraído serve cervejas artesanais como a Sovina, a Maldita, a Mick Lagger e a Vadia. Rua Dom Pedro V 63. Principe Real.
Pub Lisboeta
Lost In Esplanada – um bar/café/restaurante com vista espetacular sobre Lisboa. Às quintas, sessões de jazz com trios de jovens portuguesas. O astral é cosmopolita, a decoração remete à India, os drinques valem a metade do preço na Happy Hour, entre 17h e 19h. Segunda de 16h à meia noite. Terça a sábado de 12:30h à meia noite. Rua Dom Pedro V, 56 D. Tel: +351 917 759 282. Príncipe Real. 

Cantinho Lusitano - no meio da elegância do Principe Real surge esta tasca informal que oferece petiscos deliciosos. Reserve, vive lotada. Rua dos Prazeres 52. Principe Real. 

CAMPO DO OURIQUE
este bairro residencial faz parte do circuito do elétrico 28 e está cada vez mais integrado ao circuito turístico da cidade.

Mercado de Campo do Ourique – a 15 minutos do Cais do Sodré, reinaugurado em 2013, restaurado e revitalizado, ganhou uma área gastronômica com 22 bancas de sabores variados. Sushis, comida portuguesa, tartares, marisqueiras, para serem degustados nas mesas do salão principal. O Atalho é especializado em carnes. O Frigideira do Bairro, do mesmo grupo do Sea Me, é um dos mais concorridos. Bem menor do que o Mercado da Ribeira também é menos concorrido, apesar de estar no caminho do elétrico 28. Segunda a Terça de 10 às 23h. Domingo a Quarta de 10h às 00:00h. Sábado de 10h à 1h. Chegue antes de 14h. Rua Coelho da Rocha 104. Campo de Ourique.
Fachada do Mercado de Campo de Ourique
Mercado de Campo de Ourique
Mercado de Campo de Ourique
Casa de Fernando Pessoa – residência onde ele morou nos últimos 15 anos de sua vida, essa “casa da poesia” foi inaugurada em 1993 em homenagem ao poeta. Pode-se visitar o quarto e ver objetos pessoais como a máquina de escrever, óculos e blocos de apontamentos. A biblioteca pessoal do escritor está digitalizada e pode ser consultada online. Rua Coelho da Rocha 16. Campo de Ourique. Tel: 213950704


Casa de Fernando Pessoa
Flagrante Delitro – este restaurante fica dentro da Casa de Fernando Pessoa e serve comida portuguesa a preço bem camarada. Funciona de segunda a sábado de 10h às 23h. Rua Coelho da Rocha 16. Campo de Ourique.

A Paródia – considerado um dos mais belos espaços da cidade, este bar à moda antiga tem decoração Art Deco em ambiente descontraído. Abre todos os dias. Rua do Patrocínio 26 B.

Pastelaria Aloma - os pastéis de nata são premiados. Rua Francisco Metrass 67. Campo de Ourique. www.pastelariaaloma.blogspot.pt

ESTRELA
bairro vizinho ao Campo de Ourique também tem suas atrações como a Basílica e o Parque da Estrela.

Basílica da Estrela – a promessa de D. Maria I de erguer um convento se tivesse um filho homem foi a responsável pela construção dessa igreja espetacular com estilo barroco tardio e alguns elementos neoclássicos. Inaugurada no final do séc. XVIII é classificada como Monumento Nacional pelo Patrimônio Cultural. Ali estão os túmulos de D. Maria I e seu confessor. Praça da Estrela. Elétrico 25 ou 28.

Jardim da Estrela – criado em frente à Basílica da Estrela em meados do séc. XIX. É um dos parques mais bonitos de Lisboa e em seu lindo coreto de ferro forjado acontecem concertos durante o verão.

Casa dos Ovos Moles – doce característico da cidade de Aveiro, os ovos moles se transformam em bolo, sorvete e outras delícias. Calçada da Estrela 142. Estrela.

Loco - restaurante moderninho do Chef Alexandre Silva com cozinha aberta e menus degustação. Super indicado pela Vogue. De terça a sábado de 19h às 23h. Rua dos Navegantes 53 B. 

GRAÇA
um dos bairros residenciais da cidade, começa a despontar com tantos pontos de interesse. Ali fica o Miradouro Nossa Senhora do Monte que tem um visual privilegiadíssimo da cidade.

Igreja da Graça – visite a Igreja e depois sente em uma das mesas no miradouro vizinho para apreciar a vista. Largo da Graça.

Botequim – fica do outro lado da praça da igreja. Com decoração dos anos 60, quando foi fundado, ali se reúnem artistas e boêmios. Largo da Graça 79. Graça.

Pitéu da Graça – o nome já diz tudo sobre este restaurante clássico. A comida é boa e o preço é justo. Rua da Graça 95. Graça.

Damas – quem frequentava a antiga padaria hoje se espanta ao ver a mudança. Um restaurante-bar moderninho esbanja charme e alegria. Os jovens de idade e de espírito se esbaldam na pista de dança. Rua da Voz do Operário 60. Graça.

INTENDENTE
totalmente recuperado, este bairro começa a atrair a atenção dos turistas.

Casa Independente – na antiga Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos foi inaugurado em 2012 este espaço aconchegante de estilo retro. No interior o simpático Tasca Tropical, misto de café, bar e balada. Consulte a programação de concertos e eventos. Largo Intendente 45. Metro Intendente ou Anjos.

A Vida Portuguesa – filial desta loja vintage tipicamente portuguesa, com mais de 3000 produtos. Eleita pela revista Time Out como “a mais bonita da cidade”. Todos os dias de 10:30 às 19:30h. Largo do Intendente 23. Metro Intendente ou Anjos.

Loja do Intendente – no prédio das antigas cavalariças da fábrica da Viúva Lamego, esta loja, resultado da união de seis associações de produtores, vende o que há de melhor em produtos da gastronomia de todo Portugal. Largo do Intendente11-15. Metro Intendente ou Anjos.

MARVILLA
da recuperação de galpões abandonados nasceu este bairro no caminho da Baixa para o Oriente (parte nova da cidade). Por enquanto, visite durante o dia quando é mais movimentado.

Café com Calma – o cappuccino acompanhado da torta mousse de chocolate vale a visita. No almoço, opções de comida vegetariana. Aos sábados, servem brunch. Rua do Açúcar 10. Marvilla.

Dois Corvos – cervejaria artesanal onde os donos estão disponíveis para explicar o processo de feitura. Rua Capitão Leitão 94. Marvilla.

Galeria Baginski – um pouco de arte só faz bem. Esta galeria começa a atrair artistas e colecionadores. Rua Capitão Leitão 51. Marvilla.

ORIENTE OU PARQUE DAS NAÇÕES
é a parte mais nova da cidade, antiga área industrial revitalizada na época da Exposição Internacional de Lisboa em 1998, celebrando os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses. Foram construídos vários pavilhões super modernos e alguns estão lá até hoje como o Oceanário de Lisboa e a Estação do Oriente.

Oceanário de Lisboa – aquário gigante projetado pelo americano Peter Chermayeff, inaugurado para a Expo 1998. Espetacular! Vale a visita mesmo que você já tenha ido a todos os oceanários possíveis. É o segundo maior do mundo e o maior da Europa. Ali, pela primeira vez, entrei no tunel cercado de água por todos os lados frequentado por tubarões de dentição perfeita. Tubarões, arraias, peixes-palhaços, entre 8 mil espécies marinhas de todo o mundo. Esplanada Dom Carlos s/nº. www.oceanario.pt

CAMPO PEQUENO
Com capacidade para 10 mil pessoas, esta praça de touros de Portugal foi construída em 1892 e é considerada Imóvel de Interesse Público. Em 2006 foi totalmente restaurada. Hoje, alem das corridas de touros, concertos e espetáculos, abriga um shopping em seu subsolo. Em 2015 foi reinaugurado o Museu do Campo Pequeno. Abre todos os dias de 10h às 23h. http://www.campopequeno.com

Lateral - bar com múltiplas variedades de Gim. 107 A. Campo Pequeno.

O Povo -  este bar de tapas fica dentro de uma antiga capela com teto abobadado onde poetas e fadistas se apresentam. Av. Barbosa du Bocage 32. Campo Pequeno.

Bar da Velha Senhora -   em estilo bordel/cabaré tem shows burlescos, apresentações de cabaré, jazz e flamenco. Av. Barbosa du Bocage 40. Campo Pequeno.

BELÉM
Da Praça da Figueira sai o elétrico 15 que leva a Belém, ao Mosteiro dos Jerônimos. Cuidado, não aceitam notas maiores do que 10€. Claro que ele para em outros pontos da cidade, mas vai estar sempre lotado. Na Praça da Figueira fica o ponto inicial. Também os Autocarros 727, 28, 729, 714, 751 e comboios da linha Cais do Sodré/Cascais vão a Belém.

Mosteiro dos Jerônimos – declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, cartão postal da cidade de Lisboa, sua construção começou no séc. XVI quando Dom Manuel implicou com a simplicidade da capela de Santa Maria de Belém. Monumental, ali estão os túmulos de Luis de Camões, Fernando Pessoa, Vasco da Gama e o próprio Dom Manuel. De terça a domingo, de 10 às 17h, de Outubro a Abril, e de 10 às 18:30h, de Maio a Setembro. Fecha às segundas. As visitas guiadas são diárias, consulte o horário. A entrada na Igreja é gratuita, mas é paga no claustro e dependências, 10€. Fecha nos feriados.


Igreja do Mosteiro dos Jerônimos
Túmulo de Camões
A espetacular azulejaria do refeitório
O túmulo de Fernando Pessoa, às vezes, passa despercebido

Torre de Belém – concluída em 1519, também declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, este símbolo de Portugal foi construído à beira do Rio Tejo como fortificação para defender a cidade de Lisboa de ataques marítimos. Nesses 500 anos foi também alfândega, prisão e farol. As visitas guiadas são diárias, consulte o horário. Aos domingos e feriados a entrada é gratuita até às 14h.

Padrão dos Descobrimentos – junto à Torre de Belém está a homenagem aos navegadores portugueses inaugurada em 1960 (a original de 1940 foi desmontada depois da Exposição do Mundo Português). Entre as 32 figuras esculpidas estão notáveis como Pedro Álvares Cabral, Luis de Camões segurando o Lusíadas e, na proa, Dom Henrique, o Navegador, com a caravela na mão direita e o mapa na esquerda. A única mulher é a Rainha Filipa de Lencastre, mãe do Infante Dom Henrique. No chão do espaço aberto em frente está a Rosa dos Ventos, com 50 metros de diâmetro e as principais rotas do auge das navegações portuguesas. Com duas salas de exposição no interior, subindo ao miradouro do topo avista-se Belém e o Tejo. Avenida Brasília. Belém.
Padrão dos Descobrimentos
A Rosa dos Ventos
Espelho d´Agua – misto de café, casa de shows, galeria de arte e restaurante para refeições rápidas, fica junto ao Padrão dos Descobrimentos em um edifício modernista, dos anos 40, às margens do Rio Tejo. Experimente a coxinha de galinha com massa de mandioca. A dona é brasileira. Avenida Brasília.

CCB – Centro Cultural Belém – o imenso centro cultural abriga o Museu Coleção Berardo, de arte moderna e contemporânea, que além da coleção impressionante de mais de 900 obras de mestres como Picasso, Dali, Wahrol, Duchamp, Bacon, também faz exposições temporárias. O complexo do CCB tem ainda auditórios para musica, teatro e dança, e uma programação de altíssima qualidade. Praça do Império. Belém. Abre todos os dias de 8h às 24h. Em dias de espetáculo até 2h. Estacionamento no local. Fecha 25 de dezembro.



Museu Coleção Berardo - inaugurado em 2007, tem uma coleção de cair o queixo, Picasso, Warhol, Dali, Bacon, entre outros. Centro Cultural Belém.

Pastéis de Belém – vá sem pressa. A receita secreta dos religiosos do Mosteiro dos Jerônimos desde 1837 adoça a vida de turistas e residentes. Sempre com filas na porta, insista. A loja não é só o balcão da frente, o interior é imenso com várias salas contíguas. Nem só de pastéis vive a pastelaria. São dezenas de delícias como o Bolo Rei, o Bolo Rainha, a Marmelada e muitos outros. Rua de Belém 84 a 92. Belém.

Feitoria – restaurante sofisticado de cozinha portuguesa contemporânea dentro do Hotel Altis Belém. Em 2011, conquistou uma estrela Michelin.  Segunda a sábado de 19:30h às 23h. Fecha aos domingos. Doca do Bom Sucesso em Alto Belém. www.restaurantefeitoria.com

Marisqueira Nunes - é o mais recente point para comer excelentes mariscos. Chopp super gelado e um arroz de lagosta dos deuses. Rua Bartolomeu Dias 120. Belém.

OUTROS

ONDE COMER:

Lisboa é uma cidade onde se come muito bem a preço justo. A gastronomia portuguesa vai muito além do Bacalhau ao Brás. Em cada canto da cidade, restaurantes tradicionais convivem com modernas e estilosas novas casas.

Hanaya – este japones criativo é um dos melhores que já experimentei, levado por um querido amigo lisboeta. Impossível enumerar a quantidade de delícias servidas no menu degustação. É longe do centro turístico, mas imperdível. Rua Manuel Marques 16.
Anti-Troika - menu completo a precinho de dar água na boca. Rua Maria Amalia Vasco Carvalho, 1. Bairro da Milharada em Odivelas, arredores de Lisboa. 351-21 4785253.
Eleven - o chef Joachim Koerper é sócio do Enotria, no Rio de Janeiro e seu restaurante lisboeta tem 1 estrela no Michelin. É mais formal, com uma vista deslumbrante, mas segundo o Boa Viagem, o preço é acessível (?). De segunda a quinta o menu de 3 etapas custa 32 euros. Faça reserva. De segunda a sábado de meio dia às 23h. Rua Marques de Fronteira, Jardim Amália Rodrigues. Parque Eduardo VII. restauranteleven.com
Guilty by Olivier – estiloso
D´Oliva
Brasserie Flo - nos moldes das brasseries francesas. Tivoli Lisboa. Avenida da Liberdade 185. 
Alcântara Café - tasca portuguesa com certeza. Rua Maria Luísa Holstein 15. www.alcantaracafe.com. Alcantara.
O Pão Nosso de Cada Dia - para brunch, nessa padaria tradicional, os garçons trazem o pão escolhido no balcão à mesa cortado com geleia e manteiga. Perto do Museu Calouste Gulbenkian. Rua Marquês Sá da Bandeira 46B. 
Erik Kayser - se você sonha com o pão de azeitona do boulanger francês, corra! Amoreiras Plaza. Rua Professor Carlos Alberto da Mota Pinto 9. 
Eric Kayser
ONDE DANÇAR:

K Urban Beach – glamourosa tem 3 pistas e vive cheia, mas os frequentadores reclamam do atendimento. Fica à beira do Tejo. Avenida Brasilia 1200. Cais do Sodré.

Lux – desde 1998 esta eletrônica famosérrima é considerada a melhor de Lisboa e uma das melhores da Europa. É o clube moderninho de Lisboa. São 3 pisos sendo que o último fica a céu aberto. Av. Infante Dom Henrique, Armazém A, Cais da Pedra a Santa Apolonia.

OUVIR MÚSICA:

Hot Club – fundado em 1948 é um dos mais antigos clubes de Jazz da Europa. Ali já tocaram nomes como Sarah Vaughan e Count Basie. O clube é pequeno e os 140 lugares nem tão confortáveis assim. Também não servem nada para comer, mas a música é ótima. A entrada custa 7,50€ e a cerveja a partir de 2,50€. Praça da Alegria 48. Quase junto a Avenida da Liberdade. www.hcp.pt
Hotspot
Onda Jazz - inspiradas jam sessions nesse espaço restaurante, bar. Arco de Jesus 7. Alfama. www.ondajazz.com.

Paginas Tantas – com mais de 10 anos de existência é uma casa de jazz tradicional. Rua do Diário de Notícias 85. Bairro Alto.

Brown´s Central Hotel – dentro do hotel de mesmo nome é um espaço dedicado à boa música e, principalmente, ao jazz. Rua da Assunção 75. Baixa.

MUSEUS:
grátis no primeiro domingo de cada mês.
fechados em 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 24 e 25 de dezembro e nos feriados municipais (13 de junho).

Museu das Crianças - interativo com monitores. Estrada de Benfica, 158. www.museudascriancas.eu.

Museu Gulbenkian - Fundação Calouste Gulbenkian - antiga residência do milionário Calouste Sarkis Gulbenkian foi inaugurada em 1969. Esse prédio de arquitetura brutalista foi escolhido pelo proprietário para abrigar sua espetacular coleção, uma das maiores do mundo, com obras de Rembrant, Rubens, arte egípcia e greco-romana. Uma sala dedicada a Lalique exibe delicadezas deslumbrantes. Ainda tem um jardim magnífico. Ingresso a 10€. Fecha às terças e alguns feriados. www.gulbenkian.pt. Avenida de Berna 45 A.
Mobiliário do quarto de Maria Antonieta no Calouste Gulbenkian
Museu Nacional do Azulejo – este antigo convento do século XVI fica a caminho do Parque das Nações, a zona portuária revitalizada para a exposição de 1988. Ali, uma composição de 36 metros de comprimento apresenta Lisboa antes do terramoto de 1755. O retábulo “Nossa Senhora da Vida” é de 1580. A impressionante coleção vai do século XV aos dias de hoje. A igreja do convento e o claustro são espetáculos à parte. Fecha às segundas. Rua da Madre de Deus 4. Autocarro 794 com partida da Estação Santa Apolônia. Gratis com o Lisboa Card.

MUDE - Museu do Design e da Moda. São mais de 2500 peças. Fecha às segundas. Entrada gratuita. Rua Augusta 24. Baixa.


Museu do Design e da Moda
MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – onde antigamente funcionava a Central de Abastecimento Elétrico, este novo complexo cultural foi inaugurado em 05 de outubro de 2016 num prédio de arquitetura futurista. A Galeria Oval é a estrela do museu, com seu formato único. Dedicado à arte contemporânea, arquitetura e tecnologia. Ingressos a 5€. Quarta a segunda de 12h às 20h. Avenida Brasília s/nº.  www.matt.pt

PASSEIOS:

HIPPOtrip - partindo da Doca de Santo Amaro, em Alcântara, o ônibus-barco percorre os principais cartões postais da cidade. www.hippotrip.com.

Palácio Nacional da Ajuda – em 1755, depois do terramoto de Lisboa, foi para o Alto da Ajuda que o Rei Dom José instalou suas tendas com medo de uma recorrência. Em 1795, depois da morte do Rei, este Palácio em estilo neoclássico foi construído para servir de residência real. Por causa das invasões francesas nunca foi concluído e hoje o que se vê é apenas parte do projeto original do que seria o maior palácio da Europa. Ainda assim, são impressionantes as Salas do Trono, dos Grandes Jantares e do Despacho. Os dois pisos abertos à visitação oferecem uma coleção de artes decorativas desde o século XV e um bela coleção de relógios entre outras preciosidades. Fecha às quartas. Largo da Ajuda. Elétrico 18. Autocarro 760.

Real Jardim Botânico da Ajuda – ao lado do Palácio da Ajuda, foi construído em 1768. Calçada da Ajuda. Elétrico 18.

ONDE OUVIR FADO:

Em Novembro de 2011 o Fado foi considerado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Parreirinha d´Alfama - desde os anos 50, a Parreirinha oferece o melhor do Fado e deliciosos pratos e vinhos portugueses. A famosa fadista Amália Rodrigues soltava sua bela voz nos salões do Parreirinha. O ambiente dessa tasca é tradicional, sem pompa, onde todos se divertem e apreciam talentos atuais da música portuguesa. Aberto de 20h às 2h. Fecha às segundas. Beco Espírito Santo 1. Alfama.

A Severa - este restaurante típico é a mais famosa casa de Fado de Lisboa. Inaugurada em 1955 pertence até hoje à mesma família. É bem turística. Rua das Gáveas 51 a 61. Bairro Alto. Fecha às quartas feiras.

Taberna A Baiuca - há 40 anos gerido pela mesma família com a mesma decoração. O ponto alto é o fado, garantido pela senhora que canta acompanhada de dois guitarristas. Rua de São Miguel 20. Alfama.

ONDE COMPRAR:

El Corte Inglês – a loja de departamentos espanhola é uma das mais famosas, com filiais espalhadas por toda Europa. É uma festa de eletrônicos, cosméticos, vestuários feminino, masculino, infantil, bagagens, tudo para esportes. Um ótimo supermercado no subsolo ao lado do Corte Ingles Gourmet que tem delícias do continente. A papelaria é excelente, assim como a seção de moda esporte. Na farmácia, também no subsolo, marcas não encontradas nas farmácias de Lisboa. Av. Antonio Augusto de Aguiar 31.

IKEA Alfadrige – as lojas Ikeas tem tudo de decoração, desde móveis a objetos, sempre com preço acessível e o conceito leve e monte você mesmo. Prima da Tok Stok nacional, são várias espalhadas pela Europa. Esta fica distante do centro turístico, mas se você gosta de casa como eu, não perca.

Freeport Fashion Outlet – fica em Alcochete a 20 minutos de Lisboa.

ONDE FICAR:

Albergues

Yes!
Home
Travellers
esses 3 são considerados os melhores do mundo pelo portal Hostelworld.

Hostels
(diárias em torno de US$17)

The Independent - fica de frente para o Miradouro de São Pedro de Alcântara num prédio do século 19. 
Living Lounge
Traveller´s House
Goodmorning

Hoteis

Pestana – o 5 estrelas inaugurado na Praça do Comércio mostra o interesse dos investidores nesta nova Lisboa.
LX Boutique Hotel – Rua do Alecrim 12. Diarias a 85 euros. lxboutiquehotel.pt
Bairro Alto Hotel - Praça Luis de Camões 2. Chiado. Diárias a 170 euros. bairroaltohotel.com
Hotel Mundial – bem central, na Praça Martim Moniz. É um hotel clássico, confortável e tem um belo rooftop.
Madalena Hermitage - madalenahermitage.com
Sana Rex – hotel confortável, quartos amplos. Rua Castilho 169.
Vip Diplomatico – a hospitalidade portuguesa faz com que seja ainda mais confortável. Rua Castilho 74.
Monica Lisbon Rentals Downtown - aluguel de apartamentos
Brown´s Central Hotel – no Centro de Lisboa tem atmosfera cool e preços razoáveis. Rua da Assunção 75. Baixa.

TRANSPORTE:

Atenção: a maioria dos transportes públicos funciona só até meia noite. Guarde sempre os seus bilhetes até o final da viagem, um revisor pode pedir para ver se estão validados.

Os bilhetes dos autocarros e dos elétricos são comprados direto com o motorista, menos no Elétrico 15 que tem máquinas no interior que só aceitam moedas.

LISBOA CARD – vale a pena comprar o cartão que dá direito a 24h (18,50€), 48h (31,50€), até 72h (39€) de descontos e ingresso grátis a atrações como monumentos, museus, e viagens ilimitadas no transporte público. O tempo começa a contar a partir da primeira utilização.
Gratuito: Metro, Elétrico, Autocarro, Elevadores, Trens para Siena e Cascais, Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, Palácio da Ajuda, Panteão Nacional, Arco Triunfal, Museu de Arte Antiga, Museu do Azulejo, Museu dos Coches, Museu do Chiado, Museu de Arqueologia, Museu Anastácio Gonçalves, Museu de Lisboa, Palácio de Mafra.
Desconto: Padrãos dos Descobrimentos, Casa dos Bicos, Oceanário, Museu Calouste Gulbenkian, Museu do Oriente, Museu de Artes Decorativas, Museu do Fado, Museu da Marioneta, Convento do Carmo, Palácio da Pena, Palácio de Queluz, Palácio Nacional de Sintra, Quinta da Regaleira, Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos.
Onde comprar:
Lisboa Welcome Centre: Praça do Comércio; 09.00-20.00; Tel.: (+351) 210 312810
Aeroporto: Chegada. 07.00-24.00; Tel.: (+351) 218 450 660
Palácio da Foz: Praça dos Restauradores; 09.00-20.00; Tel.: +351 213 463 314 
 

Viva Viagem ou 7 Colinas – é o cartão de viagem reutilizável que dá direito ao metrô e trem. Para estadias maiores do que 3 dias, vale a pena.A validade é de um ano e ele tem que ser recarregado. O problema é que se estiver carregado com viagens de metrô, você não pode carregar com viagens de trem. Ou seja, se for usar no mesmo dia, é melhor comprar 2 cartões. Que não é um grande custo, já que o Viva Viagem custa 0,50€. Se houver algum problema com o cartão, procure algum responsável imediatamente. Depois de 15 minutos do erro, ninguém se responsabiliza.

Se preferir, carregue o cartão diário que vale por 24h e permite usar metro, elétrico, ônibus e elevadores pelo custo de 6€.

Metro – funciona até 1h.
Metrô
Elétricos – os charmosos bondinhos elétricos funcionam desde 1901. Todo mundo só fala do Elétrico 28, mas outras opções menos concorridas fazem percursos muito interessantes. O intervalo entre eles é de, mais ou menos, 15 minutos. Se não tiver um cartão pré-pago, como o Lisboa Card ou o 7 Colinas, o bilhete pode ser comprado com o condutor. Entre pela frente e valide o bilhete na máquina atrás do condutor.
Elétrico
Elétrico 12 – sai da Praça da Figueira, passa pela Praça Martim Moniz, Miradouro das Portas do Sol, Igreja da Sé e volta para a Praça da Figueira.

Elétrico 15 – sai da Praça da Figueira, vai até a Praça do Comércio e pela beira do Tejo segue pelo Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e Belém.

Elétrico 18 – sai do Cais do Sodré e segue até a Avenida 24 de Julho subindo até o Palácio da Ajuda.

Elétrico 25 – sai da Praça da Figueira, segue pela Praça do Comércio, Santos (Museu Nacional de Arte Antiga) e sobe até a Basílica da Estrela e o Campo de Ourique.

Elétrico 28 – faz o circuito turístico completo com 20 passageiros sentados em seus bancos de madeira e mais uma centena em pé! A viagem completa demora uma hora, se não tiver obstáculos pelo caminho, de 6h da manhã até 23h. Saindo da Praça Martim Moniz, passa pela Graça, Largo das Portas do Sol, Miradouro Santa Luzia, Igreja da Sé, Chiado, Praça Luiz de Camões, Calhariz, Santa Catarina, Calçada do Combro, Rua Poiais de São Bento, Calçada da Estrela, Basílica da Estrela, Campo de Ourique.


Um comentário:

  1. Super completo! Há muito o que ver em Lisboa, atualmente!

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